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	<title>Biologia Cultural</title>
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	<description>Reflexões através da Biologia Cultural</description>
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		<title>Biologia Cultural</title>
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		<title>Nota em relação à problemática ambiental e a industrialização no Espírito Santo</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Nov 2010 15:44:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>drleonunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bitácula Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[CARTA ABERTA À POPULAÇÃO Nota em relação à problemática ambiental e a industrialização no Espírito Santo. Fonte: Jornal Praia da Costa, nº 155, novembro &#8211; 2010. (Associação dos Moradores da Praia da Costa) &#8211; www.jornalpraiadacosta.com.br São cada vez mais comuns empreendimentos e complexos industriais serem aprovados sem respeito ao ambiente natural e as comunidades locais [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biologiacultural.wordpress.com&amp;blog=3801334&amp;post=27&amp;subd=biologiacultural&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>CARTA ABERTA À POPULAÇÃO</strong></p>
<p><a href="http://www.jornalpraiadacosta.com.br/Noticias-Meio-Ambiente/carta-aberta-a-populacao.html"><strong>Nota em relação à problemática ambiental e a industrialização no Espírito Santo.</strong></a></p>
<p><em>Fonte: Jornal Praia da Costa, nº 155, novembro &#8211; 2010. (Associação dos Moradores da Praia da Costa) &#8211; </em><a href="www.jornalpraiadacosta.com.br">www.jornalpraiadacosta.com.br</a></p>
<p>São cada vez mais comuns empreendimentos e complexos industriais serem aprovados sem respeito ao ambiente natural e as comunidades locais não só no Espírito Santo, mas no Brasil. Isso ocorre tendo em vista que as legislações ambientais não são respeitadas e os órgãos competentes (Instituto Estadual do Meio Ambiente- IEMA, Instituto de Defesa Agropecuária e Agroflorestal- IDAF, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis &#8211; IBAMA, etc.) não atuam da maneira que deveriam.</p>
<p>O estado, comprometido com as grandes empresas e projetos, acaba legitimando ações que comprometem os nossos recursos hídricos e naturais. Como exemplo, temos o estaleiro da Jurong em Aracruz, o complexo siderúrgico da Vale (CSU) em Anchieta e a problemática dos lançamentos de dejetos industrias pela Sucos Mais/Coca Cola em Linhares.</p>
<p>Em todos os casos há uma reprovação por parte da comunidade local, por pesquisadores e até mesmo por alguns técnicos do órgão ambiental responsável &#8211; fato que desencadeou em uma paralisação dos servidores do IEMA. Os técnicos que demonstram pareceres contrários a esses empreendimentos são pressionados e alguns até mesmo pedem demissão ou são demitidos. As comunidades afetadas são processadas e intimadas por parte do poder público e do aparato militar; e até mesmo pesquisadores são desconsiderados e subalternizados nesse processo. A &#8220;tendência desenvolvimentista&#8221; vem impondo regras e medidas que contrapõem o equilíbrio da natureza.</p>
<p>O discurso dominante está presente em todos os espaços: nossas casas, nas escolas,  e universidades, na mídia, na política, etc.</p>
<p>Na década de 1950, foi criado a Federação das Indústrias do Estado do ES (Findes) que desde então exerce muita influência e controle sobre importantes decisões do Estado. No seu ano de fundação, foi propagada a idéia que o café, base da economia capixaba, estava em crise, e as pautas da Findes viraram pautas do governo. Ou seja, a expulsão do homem do campo para as cidades para serem consumidores (e não mais produtores) vira mão de obra para as indústrias (lembrando que foi uma pequena parcela da população).<br />
Atualmente, outra pressão vem sendo feita por parte da Findes. Na revista de julho de 2010 do Sistema Findes há uma série de reivindicações para a área de licenciamento ambiental que, segundo eles, está lenta e impedindo o &#8220;crescimento econômico&#8221; do Estado. Segundo a autora do artigo, Jaqueline Vitoria, &#8220;hoje, o empreendedor disposto a investir no estado precisa, antes de tudo, de paciência&#8221;. E ainda completa: &#8220;Perde o empresário, que se vê impedido de crescer, perde a comunidade, que deixa de ter novos postos de trabalho, e perde o próprio estado, que poderia ter uma arrecadação de impostos maior&#8221;.</p>
<p>Contudo o que se vê na realidade é bem diferente, pois isso já passou por terras capixabas. O discurso da Findes é superficial, os trabalhadores que atuam no processo de construção do empreendimento são, na sua maioria, vindos de fora da localidade de construção e poucos se tornarão efetivos da indústria, ou ainda, alguns na lógica neoliberal irão até trabalhar nesses empreendimentos, porém como funcionários terceirizados, tendo menos direitos trabalhistas, menores salários, etc.</p>
<p>As comunidades locais mais perdem do que ganham, vide exemplos das comunidades de Monteiro e Chapada do A em Anchieta (construção da CSU) ou da Barra do Riacho em Aracruz (Jurong, Fibria). Se se sentissem beneficiadas, estas comunidades não estariam se posicionado contra liberação da construção das indústrias.</p>
<p>Ressalta-se ainda que as taxas de impostos são baixas em relação ao estrago que essas indústrias comprovadamente causam e ainda causarão no ambiente. Outro detalhe é que elas gastam muito mais água e energia, em muitos casos nada pagando, como é o caso da empresa Aracruz Celulose, a atual Fibria, em relação ao uso da água no seu complexo industrial celulósico, enquanto o consumidor na cidade paga muito caro. E ainda exploram os recursos naturais de maneira irresponsável, prejudicando comunidades locais, flora e a fauna.</p>
<p>Além de criar todo um discurso a favor dos empresários e grandes empreendimentos, o Presidente do Conselho Superior de Meio Ambiente da Findes e proprietário da Cocrevi, Loreto Zanotto, diz que para diminuir a demora e os entraves legais existentes é preciso informatizar o acompanhamento dos processos nos órgãos ambientais.</p>
<p>Informatizar significa tecnificar o processo. E assim, fica claro que, além da agilidade, eles também procuram facilidades e privilégios para seus projetos. Chega-se ao caso do presidente da FINDES, Lucas Izoton, pedir mutirões para os processos burocráticos de licenciamento por parte dos órgãos públicos, colocando como prioridade os projetos que &#8220;geram&#8221; mais empregos e que injetam bilhões de reais na &#8220;nossa&#8221; economia. Embora o pronome “nossa” se refira a toda a população, esse dinheiro acaba, na verdade, indo para o bolso deles, ou seja, para a &#8220;suas&#8221; economias.</p>
<p>Percebe-se no estado do ES que os processos de licenciamento ambiental requeridos por grandes projetos, quase sempre são aprovados não respeitando EIA-RIMAs ou mesmo mascarando os relatórios desses documentos. Segundo técnicos do IEMA, &#8220;há uma pressão para que os técnicos emitissem pareceres favoráveis aos grandes empreendimentos. O caso da Jurong foi um rompimento, pois a direção deu parecer contrário ao dos técnicos, chegando alegar que a decisão dos técnicos foi imatura&#8221;.</p>
<p>Os grandes empreendimentos empresariais levam vantagens por meio da cumplicidade do Estado e seus órgãos de licenciamento, concedendo licenças duvidosas, desrespeitando pareceres técnicos, territórios comunitários, direitos humanos da população impactada, o meio natural preservado (APP), etc. K a população, por sua vez, perde duas vezes: sofre os impactos desses grandes projetos, além de conviver com a precariedade (ou decadência) do serviço no atendimento das demandas de reais interesses populares.</p>
<p>Então algumas questões se colocam para reflexão da sociedade. A quem serve esse dito crescimento econômico? E as mazelas e exclusão social, quem paga?</p>
<p>As populações locais atingidas por complexos industriais podem nos dar um panorama sobre essa questão. Dar ouvido às vozes dos que foram impactados e pagaram com a perda de suas terras, de sua cultura e de seu modo de vida desde o fim da década de 50 pode nos ajudar a compreender melhor a história!</p>
<p>ASSOCIAÇÃO DOS GEÓGRAFOS BRASILEIROS – SEÇÃO LOCAL VITÓRIA<br />
Avenida Maruípe, Centro Integrado de Cidadania de Vitória, nº 2.544.  Itararé.<br />
Vitória – ES / CEP: 29.047-495 &#8211; Tel: (27) 3382.5521.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/biologiacultural.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/biologiacultural.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/biologiacultural.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/biologiacultural.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/biologiacultural.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/biologiacultural.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/biologiacultural.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/biologiacultural.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/biologiacultural.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/biologiacultural.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/biologiacultural.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/biologiacultural.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/biologiacultural.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/biologiacultural.wordpress.com/27/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biologiacultural.wordpress.com&amp;blog=3801334&amp;post=27&amp;subd=biologiacultural&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Porque é que as coisas se desarrumam? (Gregory Bateson, Metadiálogos, Lisboa, Gradiva)</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jan 2009 15:36:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>drleonunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bitácula Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Porque é que as coisas se desarrumam? FILHA: Papá, porque é que as coisas se desarrumam? PAI: O que é que queres dizer com isso? Coisas? Se desarrumam? FILHA: Bem, as pessoas gastam muitíssimo tempo a arrumar coisas, mas nunca parece que gastem tempo a desarrumá-las. As coisas parece que se desarrumam por si próprias. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biologiacultural.wordpress.com&amp;blog=3801334&amp;post=13&amp;subd=biologiacultural&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Porque é que as coisas se desarrumam?</strong><br />
FILHA: Papá, porque é que as coisas se desarrumam?</p>
<p>PAI: O que é que queres dizer com isso? Coisas? Se desarrumam?</p>
<p>FILHA: Bem, as pessoas gastam muitíssimo tempo a arrumar coisas, mas nunca parece que gastem tempo a desarrumá-las. As coisas parece que se desarrumam por si próprias. E depois as pessoas têm que as arrumar outra vez.</p>
<p>PAI: Mas as coisas desarrumam-se se tu não lhes tocares?</p>
<p>FILHA: Não, não se ninguém se lhes tocar. Mas se tu lhes tocares – ou se alguém lhes tocar – elas desarrumam-se e desarrumam-se ainda mais se não for eu a tocar-lhes.</p>
<p>PAI: Pois é! É por isso que eu bem tento evitar que mexas nas coisas da minha secretária. Porque as minhas coisas ficam ainda mais desarrumadas se alguém que não seja eu lhes mexer.</p>
<p>FILHA: Mas as pessoas desarrumam sempre as coisas das outras pessoas? Porque é que fazem isso, pai?</p>
<p>PAI: Bem, espera um pouco. Não é assim tão simples. Primeiro que tudo, que queres dizer com &#8220;arrumar&#8221;?</p>
<p>FILHA: Quero dizer que não consigo encontrar as coisas, e portanto parece tudo desarrumado. É como quando não está nada no lugar certo.</p>
<p>PAI: Bom, mas tens a certeza de que com &#8220;desarrumado&#8221; queres dizer o mesmo que qualquer outra pessoa?</p>
<p>FILHA: Mas, pai, claro que tenho a certeza, porque não sou uma pessoa muito arrumada e, se eu disser que as coisas estão desarrumadas, bom, tenho a certeza de que toda a gente concorda comigo.</p>
<p>PAI: Pronto, está bem, mas achas que queres dizer o mesmo com &#8220;arrumado&#8221; que as outras pessoas? Se a mãe arrumar as tuas coisas, sabes encontrá-las?</p>
<p>FILHA: Bem&#8230;algumas vezes, porque, sabes, eu sei onde ela põe as coisas quando faz arrumações.</p>
<p>PAI: Sim, eu também tento evitar que ela me arrume a minha secretária. Tenho a certeza de que eu e ela não queremos significar a mesma coisa quando dizemos &#8220;arrumar&#8221;.</p>
<p>FILHA: Pai, nós os dois queremos significar a mesma coisa quando dizemos &#8220;arrumado&#8221;?</p>
<p>PAI: Duvido, minha querida, duvido.</p>
<p>FILHA: Mas, pai, não é engraçado que toda a gente queira significar o mesmo quando diz &#8220;desarrumado&#8221;, mas toda a gente queira significar coisas diferentes quando diz &#8220;arrumado&#8221;? Mas &#8220;arrumado&#8221; é o contrário de &#8220;desarrumado&#8221;, não é?</p>
<p>PAI: Agora começamos a entrar em perguntas mais difíceis. Vamos lá ver isso outra vez. Tu perguntaste &#8220;Porque é que as coisas se desarrumam?&#8221; Já conseguimos perceber uma ou duas coisas – vamos mudar a pergunta para &#8220;Porque é que as coisas ficam num estado a que a Catarina chama &#8220;desarrumadas?&#8221; Percebeste porque é que eu quis fazer esta alteração?</p>
<p>FILHA: &#8230;Sim, penso que sim, porque, se quero significar uma coisa especial quando digo &#8220;arrumado&#8221;, então alguns dos outros &#8220;arrumados&#8221; das outras pessoas parecer-me-ão &#8220;desarrumados&#8221; a mim, mesmo que concordemos a respeito daquilo a que chamamos &#8220;desarrumado&#8221;.</p>
<p>PAI: Exacto. Deixa ver agora a que é tu chamas &#8220;arrumado&#8221;. Quando a caixa de aguarelas está arrumada, qual o sítio dela?</p>
<p>FILHA: Aqui no fim desta prateleira.</p>
<p>PAI: Bem, e se estivesse noutro sítio qualquer?</p>
<p>FILHA: Não estaria arrumada.</p>
<p>PAI: E se fosse no outro extremo da prateleira, aqui? Nesta posição?</p>
<p>FILHA: Não é o sítio dela, e de qualquer maneira teria de estar direita, e não assim de esguelha como tu a puseste.</p>
<p>PAI: Oh, no sítio certo e direita.</p>
<p>FILHA: Sim.</p>
<p>PAI: Bem, iso quer dizer que há muitos poucos sítios onde a tua caixa de aguarelas pode ser arrumada.</p>
<p>FILHA: Só um sítio.</p>
<p>PAI: Não, muito poucos sítios, porque, se a deslocar um pouquito, assim, ainda está arrumada.</p>
<p>FILHA: Está bem, mas muito poucos sítios.</p>
<p>PAI: Pronto, muito poucos sítios. E o urso, e a tua boneca e o Feiticeiro de Oz? E a tua camisola e os teus sapatos? É o mesmo para todas as coisas, não é? Cada coisa tem muito poucos sítios para estar arrumada?</p>
<p>FILHA: Sim, pai, mas o Feiticeiro de Oz pode estar em qualquer sítio nesta prateleira. E sabes que mais, pai, não gosto, não gosto mesmo nada quando os meus livros se misturam com os teus e com os da mãe.</p>
<p>PAI: Eu sei. (Pausa)</p>
<p>FILHA: Pai, tu não acabaste. Porque é que as minhas coisas acabam por ficar da maneira a que chamo &#8220;desarrumadas&#8221;?</p>
<p>PAI: Mas eu tinha acabado. É exactamente porque há mais maneiras a que tu chamas &#8220;desarrumadas&#8221; do que a que chamas &#8220;arrumadas&#8221;.</p>
<p>FILHA: Mas isso não é razão para que &#8230;</p>
<p>PAI: Mas é, é. É a razão real, e a única, e uma razão muito importante.</p>
<p>FILHA: Oh, pai, pára lá com isso.</p>
<p>PAI: Não, não estou a brincar. Essa é a razão, e toda a ciência depende dessa razão. Deixa-me arranjar outro exemplo. Se eu puser areia no fundo desta chávena e açúcar por cima e se depois mexer com uma colher, a areia e o açúcar misturar-se-ão, não é verdade?</p>
<p>FILHA: É, mas, pai, é honesto mudar para &#8220;misturado&#8221; quando começámos a falar de &#8220;desarrumado&#8221;?</p>
<p>PAI: Hum &#8230; pergunto a mim próprio &#8230; mas penso que sim &#8230; sim &#8230; porque podemos admitir que encontraremos alguém que pense ser mais arrumado ter a areia toda debaixo de todo o açúcar. E, se quiseres, eu poderei dizer que desejo que isso seja assim.</p>
<p>FILHA: Hum &#8230;</p>
<p>PAI: Está bem, vamos a outro exemplo. Às vezes vê-se nos filmes uma porção de letras todas misturadas e algumas de pernas para o ar. Então a mesa começa a oscilar e as letras começam a mover-se até se juntarem na posição certa par formar o nome do filme.</p>
<p>FILHA: Sim, já vi isso e elas formaram a palavra DONALD.</p>
<p>PAI: Não interessa qual a palavra que formaram. O ponto é que tu viste a mesa a oscilar e, em vez de as letras ficarem mais misturadas do que antes, juntaram-se numa certa ordem, todas direitas, e formaram uma palavra – formaram o que muita gente chamaria uma palavra que faz sentido.</p>
<p>FILHA: Sim, pai, mas sabes que &#8230;</p>
<p>PAI: Não, não sei; o que estou a tentar dizer é que, no mundo real, as coisas nunca acontecem desta forma. Só nos filmes.</p>
<p>FILHA: Mas, pai &#8230;</p>
<p>PAI: Digo-te que é só nos filmes que se podem agitar coisas e elas parecerem organizar-se com mais ordem e significado do que tinham antes.</p>
<p>FILHA: Mas, pai&#8230;</p>
<p>PAI: Desta vez espera até eu acabar. Nos filmes, eles conseguem esse efeito filmando tudo de trás para diante. Põem as letras todas por ordem e formam a palavra DONALD; depois começam a filmar e a fazer tremer a mesa.</p>
<p>FILHA: Oh, pai, eu já sabia isso e tenho estado a tentar dizer-to. Depois projectam o filme ao contrário, para parecer que as coisas acontecem na ordem inversa. Mas eles tremem a mesa ao contrário? Têm de filmar de pernas para o ar? Porquê, pai?</p>
<p>PAI: Oh, meu Deus! &#8230;</p>
<p>FILHA: Porque é que eles têm de filmar de pernas para o ar, pai?</p>
<p>PAI: Não, não vou responder-te agora, porque ainda estamos no meio da pergunta a respeito de coisas desarrumadas.</p>
<p>FILHA: Está bem, mas não te esqueças, pai, de que tens de me responder noutro dia a respeito da pergunta sobre a câmara. Não te esqueces, pois não, pai? Porque eu posso não me lembrar. Por favor, pai.</p>
<p>PAI: Está bem, mas noutro dia. Agora, de que falávamos nós? Ah, sim, a respeito de as coisas nunca acontecerem ao contrário. E eu estava a tentar dizer-te que há uma razão para que as coisas aconteçam de determinada maneira se pudermos mostrar que há mais possibilidades de acontecerem dessa maneira do que de maneira diferente.</p>
<p>FILHA: Pai, não comeces a dizer disparates.</p>
<p>PAI: Não, não estou a dizer disparates: vamos começar outra vez. Só há uma maneira de escrever DONALD. Concordas?</p>
<p>FILHA: Sim.</p>
<p>PAI: Bem. E há muitas e muitas maneiras de misturar seis letras em cima da mesa. Concordas?</p>
<p>FILHA: Sim. Acho que sim. Podem algumas dessas maneiras ser de pernas para o ar?</p>
<p>PAI: Podem. Da mesma forma como eram mostradas no filme. Mas podia haver muitas e muitas como essa, não podia? E só um DONALD:</p>
<p>FILHA: Está certo. Mas, pai, as mesmas letras podiam formar OLD DAN.</p>
<p>PAI: Isso não interessa. As pessoas do filme não queriam escrever OLD DAN. Só queriam DONALD.</p>
<p>FILHA: Porque é que eles queriam isso?</p>
<p>PAI: As pessoas do filme que vão para o diabo.</p>
<p>FILHA: Mas foste tu que falaste delas primeiro, pai.</p>
<p>PAI: Sim, mas era para tentar explicar-te que as coisas acontecem de determinada maneira porque há mais possibilidades de acontecerem dessa maneira. Agora é altura de ires para a cama.</p>
<p>FILHA: Mas, pai, tu ainda não acabaste de me dizer porque é que as coisas acontecem dessa maneira, da maneira que tem mais possibilidades.</p>
<p>PAI: Está bem. Mas aguenta aí os cavalinhos – um já chega. De qualquer forma, já estou cansado do DONALD; vamos arranjar outro exemplo. Vamos atirar uma moeda ao ar.</p>
<p>FILHA: Pai, ainda estás a falar a respeito da mesma pergunta com que começámos? &#8220;Porque é que as coisas se desarrumam&#8221;?</p>
<p>PAI: Estou.</p>
<p>FILHA: Então, o que estás a dizer é verdade para a moeda ao ar, para o DONALD, para o açúcar com a areia e para a minha caixa de aguarelas?</p>
<p>PAI: Sim, é verdade.</p>
<p>FILHA: Oh, só estava a perguntar, mais nada.</p>
<p>PAI: Bom, vamos lá a ver se eu consigo dizer isto desta vez. Voltemos à areia e ao açúcar e vamos supor que há quem diga que ter a areia no fundo é &#8220;arrumado&#8221; ou &#8220;ordenado&#8221;.</p>
<p>FILHA: Pai, tem alguém de dizer qualquer coisa desse género antes de continuares a falar de como as coisas se vão misturar quando lhes mexeres.<br />
PAI: Sim, é exactamente esse o ponto. As pessoas dizem o que esperam que aconteça e então eu digo-lhes que não acontecerá porque há muitas outras coisas que podem acontecer. E eu sei que é mais natural que aconteça uma das muitas coisas que podem acontecer do que uma das poucas &#8230;</p>
<p>FILHA: Pai, tu estás sempre do contra, apostando em todos os cavalos contra aqueles em que eu quero apostar.</p>
<p>PAI: É verdade, minha querida. Eu faço-os apostar naquilo que eles chamam o caminho &#8220;arrumado&#8221;. Eu sei que há infinitamente mais caminhos &#8220;desarrumados&#8221;, e portanto as coisas tenderão sempre para desarrumadas e misturadas.</p>
<p>FILHA: Mas porque não disseste isso ao princípio, pai? Eu tê-lo-ia percebido logo!</p>
<p>PAI: Sim, penso que sim. De qualquer maneira, são horas de ir para a cama.</p>
<p>FILHA: Pai, porque é que os adultos fazem guerra, em vez de lutarem como as crianças fazem?</p>
<p>PAI: Não. São horas de ir para a cama. Falaremos de guerras noutra altura.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/biologiacultural.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/biologiacultural.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/biologiacultural.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/biologiacultural.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/biologiacultural.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/biologiacultural.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/biologiacultural.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/biologiacultural.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/biologiacultural.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/biologiacultural.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/biologiacultural.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/biologiacultural.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/biologiacultural.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/biologiacultural.wordpress.com/13/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biologiacultural.wordpress.com&amp;blog=3801334&amp;post=13&amp;subd=biologiacultural&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Primeiras reflexões sobre: &#8220;O que é ver?&#8221;</title>
		<link>http://biologiacultural.wordpress.com/2008/05/30/primeiras-reflexoes-sobre-o-que-e-ver/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 May 2008 14:45:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>drleonunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bitácula Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Na medida em que se formula uma explicação para a pergunta: &#8220;O que é ver?&#8221;, aceitando como resposta o que condiz com os critérios de validação da Biologia do Conhecer, surgem também implícitas as respostas para: &#8220;O que é a realidade?&#8221; e &#8220;O que é conhecer?&#8221; Quando observamos, como observadores que somos, um sapo ou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biologiacultural.wordpress.com&amp;blog=3801334&amp;post=7&amp;subd=biologiacultural&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" style="float:left;margin:10px;" src="http://docentes.esa.ipcb.pt/parquebotanico/images/salamandra_salamamdra.jpg" alt="" width="180" height="159" />Na medida em que se formula uma explicação para a pergunta: &#8220;O que é ver?&#8221;, aceitando como resposta o que condiz com os critérios de validação da Biologia do Conhecer, surgem também implícitas as respostas para: &#8220;O que é a realidade?&#8221; e &#8220;O que é conhecer?&#8221;</p>
<p>Quando observamos, como observadores que somos, um sapo ou salamandra lançando sua língua até um mosquito, deduzimos que o predador percebe a presa, ou seja, que faz uma representação interna daquilo que ocorre externamente. Em sua coordenação condutual, o mosquito está comunicando ou informando para o sapo que está ali &#8211; numa existência independente da do sapo. Então o sapo quando o percebe (&#8220;vê&#8221;), captura!</p>
<p>Entretanto, quando realizado laboratoriamente o experimento conduzido inicialmente por Roger Sperry e posteriormente por Humberto Maturana, da rotação dos olhos de uma rã ou de uma salamandra, foi questionado se ela, após recuperar as mesmas conexões neuronais anteriores, corrigiria a percepção que tem do mundo, já que este se comunica externamente e possui uma existência independente. Curiosamente foi observado que a rã ou a salamandra, após posicionada a presa em seu campo visual, lançava sua língua numa direção oposta proporcional à rotação dos olhos; não acertando, portanto, a presa.</p>
<p>O resultado era intrigante! Algo acontecia no processamento neural que determinava a forma com que a rã ou a salamandra se comportava, gerando um operar que se mantinha, mesmo que inadaptativo para a manutenção da vida desse ser. Interessante que essa experiência demonstrava um resultado contrário ao senso comum de que os objetos possuíam uma existência independente, apenas captada pelo nosso sistema nervoso. Como, então, pode se dar o erro? Como, afinal de contas, o organismo da rã ou da salamandra determina o que existe fora de si?</p>
<p>Foi então refletido que se o olho do animal estudado é rodado, muda também as dinâmicas internas do organismo e, portanto, se altera o mundo&#8221;gerado&#8221; pela espécime estudada, desde a perspectiva do observador que descreve o fenômeno. Ou seja, o mundo também gira com o girar dos olhos da rã ou da salamandra.</p>
<p>Curioso que vivenciamos os efeitos disso cotidianamente através do estudo das ilusões de ótica e das auditivas, por exemplo.  Se o mundo se apresenta integralmente aos seres e esses possuem um acesso privilegiado à realidade, não teria de haver erros de percepção. No entanto estes ocorrem, e refletimos que o mundo não surge em si; mas como resultado da dinâmica interna do ser vivo.</p>
<p>Maturana defende que o que observamos, como observadores que somos, é a congruência existente no acoplamento estrutural que se dá entre o organismo e o meio. Se propusermos que o sistema nervoso é um sistema fechado em si &#8211; ou seja, possui uma existência independente da do meio; então as pertubações que ocorrem no meio já estão determinadas em sua estrutura, como também as condutas da última em relação ao primeiro. Essa integração entre o ser e o meio é necessária para manutenção da autopoiese e da adaptação de um para com o outro.</p>
<p>Somos sistemas determinados pela estrutura, e nós, os seres humanos, estamos constituídos de tal modo que nada externo que nos afete pode especificar o que nos sucede, e que os agentes externos que nos afetam somente podem gatilhar mudanças estruturais que já estão determinadas em nosso organismo. E isso tem consequência em todos os domínios de nossas vidas. Uma dessas consequências é que os fenômenos próprios de nossa fisiologia e os fenômenos próprios das condutas são produzidos em domínios fenomênicos que não se entrecruzam, e um não pode ser reduzido ao outro.</p>
<p>O fenômeno da visão, enfim, é uma explicação que não se dá, já que tenta descrever o que ocorre na fisiologia à partir do que ocorre no domínio das condutas. Ou seja, o observador apenas descreve o que se dá no espaço relacional que existe entre o ser vivo e o meio; não há possibilidade de explicar o que se dá na dinâmica interna do ser vivo observado, sua fisiologia.</p>
<p>Aceitar como explicação o mecanismo proposto pela &#8220;visão&#8221; ou &#8220;percepção&#8221; oculta ou nega os fenômenos que surgem ao perguntarmos: Como se vê o que se vê?</p>
<p><img src="http://creativecommons.org/images/public/somerights20.png" alt="" width="88" height="31" /></p>
<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/"><img style="border-width:0;" alt="Creative Commons License" /></a><br />
<span>Primeiras reflexões sobre:<strong> &#8220;O que é ver?&#8221;</strong></span> by <a rel="attributionURL" href="http://biologiacultural.wordpress.com/2008/05/30/primeiras-reflexoes-sobre-o-que-e-ver/">Leandro Nunes Azevedo</a> is licensed under a <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/">Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License</a>.<br />
Based on a work at <a rel="source" href="http://biologiacultural.wordpress.com/">biologiacultural.wordpress.com</a>.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/biologiacultural.wordpress.com/7/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/biologiacultural.wordpress.com/7/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/biologiacultural.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/biologiacultural.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/biologiacultural.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/biologiacultural.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/biologiacultural.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/biologiacultural.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/biologiacultural.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/biologiacultural.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/biologiacultural.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/biologiacultural.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/biologiacultural.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/biologiacultural.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/biologiacultural.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/biologiacultural.wordpress.com/7/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biologiacultural.wordpress.com&amp;blog=3801334&amp;post=7&amp;subd=biologiacultural&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Internacionalização da Amazônia</title>
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		<pubDate>Wed, 28 May 2008 14:09:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>drleonunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bitácula Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Transcrevo abaixo determinado trecho do livro: &#8220;De las naciones a las redes&#8221;, de David de Ugarte, Pere Quintana, Enrique Gómez y Arnau Fuentes, disponível para download em http://www.deugarte.com/de-las-naciones-a-las-redes: &#8220;Irina Popova conta em um breve, porém interessante, artigo como no Impéro Austro-húngaro o relato cartográfico serviu para construir um discurso de legitimidade nacional dentro do mapa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biologiacultural.wordpress.com&amp;blog=3801334&amp;post=5&amp;subd=biologiacultural&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p align="justify"><img class="alignleft" style="float:left;margin:10px;" src="http://navegar.com.pt/ciencias/wp-content/uploads/2008/02/amazonia.jpg" alt="" width="252" height="144" />Transcrevo abaixo determinado trecho do livro: <strong>&#8220;De las naciones a las redes&#8221;</strong>, de David de Ugarte, Pere Quintana, Enrique Gómez y Arnau Fuentes, disponível para download em <a href="http://www.deugarte.com/de-las-naciones-a-las-redes">http://www.deugarte.com/de-las-naciones-a-las-redes</a>:</p>
<p><em>&#8220;Irina Popova conta em um breve, porém interessante, artigo como no Impéro Austro-húngaro o relato cartográfico serviu para construir um discurso de legitimidade nacional dentro do mapa dinástico imperial, apresentado de forma homogênea as distintas regiões e sobretudo o Império como o resultante da união de uma série de partes com sentido pleno e próprio (nacional). Um tipo de mensagem que, como conta Shapiro no Estado da Arte da Historiografia Contemporânea, havía começado já com:</em></p>
<p><strong><em>&#8220;As práticas cartográficas francesas passaram a orientar-se na substituição dos espaços de </em></strong><strong><em>privilégio aristocrático pelo espaço uniforme, sustentando por um ideal republicano: a aplicação uniforme da lei sob uma única administração.&#8221;&#8216;</em></strong></p>
<p><em>Claro que foi fora da Europa em que os mapas puderam compor parte de uma profecia auto-cumprida mais do que um relato dos avanços do estado nacional:</em></p>
<p><strong><em>&#8220;O mapa se antecipa a realidade espacial e não o inverso. Em outras palavras, um mapa era um modelo para o que pretendia representar, em vez de um modelo do representado.&#8221;</em></strong></p>
<p><img class="alignright" style="float:right;margin:10px;" src="http://br.geocities.com/africatur/africa5.gif" alt="" width="216" height="232" /><em>E isso não ocorria somente na Ásia, onde as fronteiras dinásticas eram difusas, dividida em zonas e não em l</em><em>inhas. <strong>Marcou sobretudo o primeiro imaginário nacional na América, onde grandes unidades </strong></em><em><strong>c</strong></em><em><strong>oloniais, como o Brasil ou o vice-reinado do Rio da Prata, vieram a ser</strong></em><em><strong> representados sob âmbito administrativo em territórios muito maiores do que efetivamente as metrópoles administravam ou inclusive havíam explorado.</strong></em></p>
<p><strong><em>&#8230; São os mapas mundi do final do século XIX, após a repartição colonial da África, com cada pedaço de terra apropriado por um estado nacional, com suas cores homogêneas representando até a última porção de terra emergida&#8230;</em><br />
</strong></p>
<p>É noticiado, em nossas redes televisivas, a internacionalização da Amazônia como um discurso que parte da imprensa e dos políticos europeus e norte-americanos.</p>
<p>De onde escuto, como brasileiro, o que diz o candidato norte-americano Barack Obama sobre a Amazônia internacional é desde a reflexão sobre: quais os motivos e razões para alguém estrangeiro ao território brasileiro ter interesses e desejos de determinar o que pode ou não ser feito com as riquezas, território e  bens de outro país.</p>
<p>Para isso me remeto ao passado e percebo que já é antigo no ideário europeu, importado pelo norte-americano, o discurso e modelo intervencionista, dominador e controlador; mantido na conservação de um espaço emocional da competição e de negação do outro como legítimo outro; sendo esse o cerne da cultura ocidental greco-judeu-cristã. Desde os tempos remotos essa cultura já dava espaço à <strong>apropriação do solo estrangeiro como discurso legítimo</strong> e “verdadeiro”; como uma forma de retirar a posse daquele povo “subdesenvolvido”, “selvagem” e “pecador” para dar àqueles que são “cultos”, “iluminados”, “sofisticados” e “povo escolhido por Deus”.</p>
<p>Acredito, que nos tempos em que vivemos, do império do capital financeiro e dos discursos da evolução pela competição, da imposição de uma só linguagem como internacional, de um só pensamento político-social, da globalização e massificação da cultura norte-americana, acredito que ensejam a busca competitiva das riquezas naturais da floresta: sua flora, fauna e reservas minerais (ouro, ferro, prata, petróleo, etc), ao interesse deles e não do próximo; bem contrário ao discurso altruísta da proteção ambiental que defendem.</p>
<p>É falso o discurso da sustentabilidade defendido por um país quando observamos o que conserva, só para exemplificar: (1) a destruição de todas as suas reservas florestais, a poluição de seus rios, nascentes e lagos, a liberação de poluentes no ar, na atmosfera; (2) a condenação, negação e desrespeito ao tratado de Kioto; (3) as “soluções” aos ditos “conflitos” estrangeiros por meio da guerra; (4) a aquisição da matéria-prima por valores ínfimos de países “pobres”, que é conduzida às modificações, troca da embalagem e revenda aos mesmos países por valores exorbitantes; (5) a utilização de modelo denunciado pela “Shock Doctrine” (http://www.naomiklein.org/shock-doctrine); (6) a difusão e defesa do conceito de propriedade privada de tudo e de todos, até dos direitos individuais e humanos; (7) o consumo desenfreado, tripla jornada de trabalho (os workaholics), hipervalorização do lucro, da riqueza; (8 ) o uso manipulativo da linguagem que faz o governo e a imprensa sobre o povo, conforme denuncia o famoso linguista e professor do MIT, Noam Chomsky; etc.</p>
<p>Acredito que é tempo para reflexão sobre os discursos da ecologia, da sustentabilidade, da internacionalização das florestas, dos rios, da vida, etc.</p>
<p><strong>De onde eles partem: de que domínio pertencem essas pessoas? De que espaço emocional? De que cultura? Em que línguas as coisas são comunicadas e impressas? Com qual interesse explícito e implícito? Quem está no centro das discussões gerando as indagações e as reflexões? Quem são os formadores de opinião? Afinal, como se constrói a rede social desses debates?</strong></p>
<p>Como fiz acima, convido aos colegas à reflexão desde essas questões e outras. <strong><br />
</strong></p>
<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/images/public/somerights20.png"><img style="border-width:0;" src="http://creativecommons.org/images/public/somerights20.png" alt="Creative Commons License" /></a><br />
<strong><span>Internacionalização da Amazônia</span></strong> by <a rel="attributionURL" href="http://biologiacultural.wordpress.com/2008/05/28/5/">Leandro Nunes Azevedo</a> is licensed under a <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/">Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License</a>.<br />
Based on a work at <a rel="source" href="http://biologiacultural.wordpress.com/">biologiacultural.wordpress.com</a>.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/biologiacultural.wordpress.com/5/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/biologiacultural.wordpress.com/5/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/biologiacultural.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/biologiacultural.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/biologiacultural.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/biologiacultural.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/biologiacultural.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/biologiacultural.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/biologiacultural.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/biologiacultural.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/biologiacultural.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/biologiacultural.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/biologiacultural.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/biologiacultural.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/biologiacultural.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/biologiacultural.wordpress.com/5/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biologiacultural.wordpress.com&amp;blog=3801334&amp;post=5&amp;subd=biologiacultural&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Qual explicação reflete a &#8220;realidade&#8221;?</title>
		<link>http://biologiacultural.wordpress.com/2008/05/23/qual-explicacao-reflete-a-realidade/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 May 2008 20:22:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>drleonunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bitácula Pessoal]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://biologiacultural.wordpress.com/?p=4</guid>
		<description><![CDATA[Só uma leitura geral do livro Freakonomics já dá uma idéia, enquanto domínio explicativo científico e econômico, de como até as pressuposições e leituras precipitadas e simplificadas da realidade, conservadas pelo senso comum, podem estar extremamente equivocadas. É curioso como são aventadas explicações de todos os tipos, havendo indivíduos que inclusive salientam sua cientificidade, que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biologiacultural.wordpress.com&amp;blog=3801334&amp;post=4&amp;subd=biologiacultural&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a><br />
Só uma leitura geral do livro </a><a href="http://www.projetoockham.org/livros_freak.html">Freakonomics</a> já dá uma idéia, enquanto domínio explicativo científico e econômico, de como até as pressuposições e leituras precipitadas e simplificadas da realidade, conservadas pelo senso comum, podem estar extremamente equivocadas.</p>
<p>É curioso como são aventadas explicações de todos os tipos, havendo indivíduos que inclusive salientam sua cientificidade, que estabelecem relações de causa-efeito para tudo; desde a razão para um tombo até as alterações clímáticas do planeta. Nós, humanos, somos desejosos e capazes de darmos justificativas para qualquer coisa; e inclusive de batizá-las &#8220;verdades&#8221; incontestáveis!</p>
<p>Há uma semana apresentei uma intensa coriza, obstrução nasal e espirros constantes enquanto estive em viagem à São Paulo &#8211; capital. Escutei interessado como diversas pessoas davam explicações espontâneas para o que me ocorria:<br />
(1) Isso é decorrente da quantidade de poluição existente no ar de São Paulo, que piora especialmente nos meses de inverno; (2) Isso é resultado das partículas e gases liberadas pelo vulcão chileno que chegam ao Brasil; (3) Estamos numa fase de floração de diversas árvores e plantas que devem justificar seus sintomas; (4) os agasalhos são retirados dos armários nos meses de frio, cheios de fungos e mofo. Se não lavados adequadamente podem desencadear sintomas alérgicos; (5) Isso é resultado de um contato que teve com pessoas adoecidas por viroses gripais; (6) O número de casos de indivíduos atópicos nascidos de partos cesáreos e criados em grandes centros urbanos sob higienização intensa só aumentam; (7) O estresse dos grandes centros só gera redução da imunidade; quantas crises teve durante o ano?; (8 ) A condição de dentição está diretamente relacionada à reatividade imunológica individual, como também aos aspectos psicológicos e biológicos; precisamos corrigir seus dentes &#8220;encavalados&#8221; urgentemente (&#8220;Ortodontia funcional&#8221;);  e seguem&#8230; Penso que uma vez que todos estavam cobertos de &#8220;razão&#8221; e verdade em suas opiniões, pergunto: qual seria a única explicação válida? Existe só e tão somente uma?</p>
<p>Permaneço refletindo em quantos contextos das relações humanas ou entre seres vivos podemos aplicar uma metáfora como a de um jogo de bilhar, em que cada bola possui seu peso e tamanho imutáveis durante todo o tempo do jogo e as condições do ambiente permanecem controladas (inclinação da mesa, retidão de seu tecido ou cobertura, posição dos &#8220;buracos&#8221;, composição e características dos tacos, etc). A destreza do jogador se manifesta na capacidade de prever os fenômenos desejados enquanto realiza cada jogada: &#8220;O lance certeiro na bola preta, encaçapará as bolas azul e amarela nessa etapa&#8221;. Todo o processo ocorre como no estudo de objetos em laboratórios, onde o máximo de variáveis de confusão são controladas, e as variáveis em estudo podem ser quantificadas e monitoradas.</p>
<p>Creio que a descrição mais acertada das relações que ocorrem em nosso meio seria a tarefa complexa em que as propriedades e trajetórias das bolas de bilhar e da mesa mudássem simultaneamente em cada jogada. Na qual os modelos de previsibilidade positivistas são incapazes de gerar qualquer previsão acurada e certeira. Penso que nesse modelo explicativo vivemos como médicos, psicólogos, terapeutas, professores, etc.</p>
<p>Nossas conclusões só serão capazes de prover &#8220;snapshots&#8221;, instantâneos da realidade mutante; que podem valer para aquelas situações de curto prazo, simples e de mudança muito lenta; mas incapazes de prever os eventos em longo prazo, de natureza complexa e de mudança acelerada.</p>
<p>Num cenário tão desafiador, como podemos contestar um modelo com base em outro? Como evidenciar a verdade das explicações? Como congelar as descrições e definições de modelos de fenômenos presenciados que já se tornam alterados no transcorrer de 1 segundo? Como olhar para um evento complexo, dar conclusões simplificadas e chamá-las de &#8220;verdade&#8221;?</p>
<p>Acredito que esses sejam somente alguns dos desafio da pós-pós-modernidade.</p>
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<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/"><img style="border-width:0;" alt="Creative Commons License" />Creative Commons License</a><span> Qual explicação reflete a “realidade”?</span> by <a rel="attributionURL" href="http://biologiacultural.wordpress.com/">Leandro Nunes Azevedo</a> is licensed under a <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/">Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License</a>. Based on a work at <a rel="source" href="http://biologiacultural.wordpress.com/2008/05/23/qual-explicacao-reflete-a-realidade/">biologiacultural.wordpress.com</a></p>
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		<title>Artigos e textos de Humberto Maturana</title>
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		<pubDate>Fri, 23 May 2008 18:04:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>drleonunes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Alguns dos artigos do Prof. Humberto Maturana podem ser acessados no Scribd, através do link: http://www.scribd.com/search?query=maturana. Já é um primeiro passo para aqueles que desejam se aprofundar nos estudos desse extraordinário Biólogo: http://pt.wikipedia.org/wiki/Humberto_Maturana.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biologiacultural.wordpress.com&amp;blog=3801334&amp;post=3&amp;subd=biologiacultural&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://photography.nationalgeographic.com/staticfiles/NGS/Shared/StaticFiles/Photography/Images/POD/g/ginnie-spring-521200-ga.jpg" alt="Ginnie Spring, Florida, 1998 - Photograph by Wes Skiles" /></p>
<p><strong>Alguns dos artigos do Prof. Humberto Maturana podem ser acessados no  Scribd, através do link: <a title="Scribd Humberto Maturana" href="http://www.scribd.com/search?query=maturana" target="_blank">http://www.scribd.com/search?query=maturana</a>.</strong></p>
<p><strong>Já é um primeiro passo para aqueles que desejam se aprofundar nos estudos desse extraordinário Biólogo: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Humberto_Maturana" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Humberto_Maturana</a>.</strong></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/biologiacultural.wordpress.com/3/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/biologiacultural.wordpress.com/3/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/biologiacultural.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/biologiacultural.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/biologiacultural.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/biologiacultural.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/biologiacultural.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/biologiacultural.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/biologiacultural.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/biologiacultural.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/biologiacultural.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/biologiacultural.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/biologiacultural.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/biologiacultural.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/biologiacultural.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/biologiacultural.wordpress.com/3/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biologiacultural.wordpress.com&amp;blog=3801334&amp;post=3&amp;subd=biologiacultural&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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